ASAS DE CERA
No
vídeo, a performance da menina,
Composta
de sonhos, curvas e planos.
Na
vida real, a minha avó se inclina,
Envergando
com o peso dos anos.
No
vídeo a exuberância, a adrenalina,
A
vaidade e o orgulho dos humanos.
Na
cidade, o estresse e males urbanos,
São
drogas semelhantes à cocaína.
Mortal
terráqueo, para quê o acúmulo,
Dessas
coisas que não cabem no túmulo
Se
o tempo nos queima como brasas.
Se
voarmos alto com asas de cera
Depois
da juventude passageira
O
tempo vai derreter as nossas asas.
2007
(Geraldo Guedes)







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